JOGOS DE AZAR


Em nosso país tem proliferado grande quantidade de jogos de azar, como: loterias, sorteios, jogo do bicho, raspadinhas, tele sena, bingos, esquemas de pirâmide, apostas, jogos on-line, caça-níqueis, etc. Alguns sob a égide da lei, outros clandestinos e ilegais.

A propaganda dos jogos influencia muitas pessoas a pensar que a fortuna está disponível a todos, de forma fácil, sem requerer o esforço do trabalho.

Os jogos de azar parecem inofensivos, mas seus efeitos podem ser extremamente destrutivos, quando tornam se em compulsão ou vício. Podem levar à ruína a vida de uma pessoa e de seus familiares. Alguns chegam a cometer crimes para manter a ilusão do jogo, em conseqüência, famílias são desfeitas, gerando males emocionais, materiais e sociais.

Emily Christensen, Ph.D, em terapia de casais e família, escreveu:

“Um dos "novos" problemas de saúde mental é o jogo. Existem muitos tipos de jogos de azar: apostas em esportes, a compra de bilhetes de loteria, jogos de poker, jogos de caça-níqueis ou outros jogos em cassinos, bares ou jogos online. O jogo pode facilmente mudar de um simples jogo de brincadeira para um problema mais sério. Quando se torna um problema, ele é chamado de "Ludomania". Com a Ludomania há uma compulsão pelo jogo, mesmo que a pessoa esteja ciente das consequências negativas ou prejudiciais e possa querer parar”.

Nos jogos de azar, o ganho de um sempre significa prejuízo de outro. Um é beneficiado o outro é prejudicado, não existe relação de bom negócio para ambos, alguém sai perdendo. Nesse tipo de atividade não há produção de bens ou riqueza. Apenas os bens de uns passam para outros, sem o esforço e os méritos do trabalho, o que caracteriza injusto. Jogos de azar facilmente conduzem a preguiça, corrupção e marginalidade, pois os valores da dignidade humana já ficam fragilizados, como diz a Bíblia, um “abismo chama outro abismo”. Os viciados tendem tornarem-se improdutivos para a sociedade; daí é apenas mais um passo até maneiras ainda mais injustas de auferir ganhos por meio de suborno, roubo ou assalto.

A Bíblia diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” ( I Timóteo 6:10). “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele (Deus) disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13:5). “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:24). "Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é de outrem" (1 Coríntios 10.24). “Não ajunteis tesouros na terra... mas ajuntai tesouros no céu...” (Mateus 6.19-20).

Diante dos princípios e ensinos da Palavra de Deus e das conseqüências que resultam, vejo os jogos de azar como não convenientes ao viver cristão. Nem tudo o que é legal deve ser praticado, pois nem tudo o que legal é moral. Assim o jogo de azar pode ser legal, mas não conveniente ao crente, como disse o apóstolo Paulo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).

Num contexto social, convém ao cristão refletir sobre sua postura e papel que deve exercer como seguidor de Cristo, “luz do mundo e sal da terra”, e não amoldar-se a forma mundana de viver. Não é porque algo se torna pratica comum, como: “todo mundo faz”, ou porque promete vantagens, que o cristão também deve praticar. Como alguém escreveu: “Os crentes que deixam se levar por esta situação estão plantando e colhendo os frutos da carne: ambição, miséria, avareza, preguiça, imediatismo e outros males mais”.

Os ensinos e princípios de vida que a Bíblia ensina são os elementos que devem pautar a vida dos que temem e servem ao Senhor.

"A bênção do Senhor é que enriquece e não acrescenta dores" (Provérbios 10.22).

“Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação” (Provérbios 15.16).

“Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça” (Provérbios 16.8).

A verdadeira riqueza não está em quanto dinheiro ou bens acumulamos durante nossa vida, mas no quanto oferecemos de nós mesmos e contribuímos para o bem estar dos outros, para promover a Salvação dos pecadores para glorificar a Deus. Este tesouro o ladrão não rouba, a ferrugem não coroe, a traça não consome. Este tesouro é eterno! Por isso Jesus afirmou: “Não ajunteis tesouros na terra... mas ajuntai tesouros no céu...”


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