O que pode transformar nossa vida e ministério?

Um dos momentos mais difíceis na vida de Pedro foi quando ele negou, por três vezes, aquele que o amou até o fim (cf. João 13.1). Diz a Bíblia que depois da terceira negação, aconteceu o seguinte: “Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou das palavras do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente” (Lucas 22. 61 e 62). Foi assim que Pedro despediu-se de Jesus: Chorando amargamente!

Quanto tempo durou o “choro amargo” de Pedro? Pelo menos até o momento da ressurreição de Jesus (cf. 1 Coríntios 15. 5). Entretanto, a restauração da vida e ministério de Pedro teve apenas o seu início com a ressurreição. Mais oito dias se passaram (cf. João 20. 26) e ainda algum tempo que não conseguimos precisar (cf. João 21. 1). Diante das informações bíblicas, precisamos pensar em mais de dez dias para uma restauração completa. Ainda que não saibamos com exatidão o tempo de restauração do “choro amargo” de Pedro, podemos imaginar como esses dias foram difíceis.

Jesus havia ressuscitado e pela terceira vez aparecido diante dos discípulos (cf. João 21. 14). Essa terceira aparição, tornou-se um dos momentos mais edificantes na vida de Pedro. Depois de participarem, os discípulos e Jesus, de uma refeição à beira da praia (cf. João 21. 4 e 15), aconteceu o seguinte diálogo entre Pedro e Jesus: “...perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que a estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreai as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21. 15 a 17).

Antes, Pedro negou três vezes a Jesus e, por isso, chorou amargamente. Agora, Jesus o conduziu através de uma pergunta que lhe foi dirigida exatamente três vezes: Pedro, tu me amas? Ao ouvir essa pergunta pela terceira vez, Pedro entristeceu-se. Por quê? Teria ele lembrado naquele momento de sua tripla negação? Teria ele pensado que Jesus não acreditava em suas respostas? Não sabemos porque, mas sabemos para que. A tripla resposta de Pedro (“Tu sabes que te amo!”), foi a forma que Jesus usou para restaurar o coração triste e amargo de Pedro e de capacitá-lo ao exercício do seu ministério.

O livro de Atos nos apresenta um novo Pedro. Um Pedro que prega e testemunha com autoridade. Prega com autoridade diante das multidões e quase três mil pessoas se convertem (cf. Atos 2. 41). Testemunha com autoridade, diante de perseguição, as seguintes palavras: “...Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós [Pedro e João] não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvirmos” (Atos 4. 19 e 20). Esse testemunho produziu a liberdade para Pedro e João e arrancou do povo o seguinte fruto: “...todos glorificaram a Deus pelo que acontecera [pela cura de um homem e pela autoridade dos discípulos].

O que transformou um Pedro negador em um Pedro convicto de sua fé e num instrumento precioso para o avanço do Reino de Deus? O que transformou o choro amargo em tamanho êxito no ministério? O que conseguiu curar um coração ferido? A pergunta penetrante e repetitiva de Jesus: Tu me amas? Foi o amor de Pedro por Jesus que realizou esse grande e exemplar milagre em sua vida.

Você e eu somos perguntados repetidamente por Jesus: Tu me amas? Que o nosso amor por Ele transforme nossa vida e ministério! Que o nosso amor por Ele, cure as nossas feridas! Que o nosso amor por Ele, nos leve para perto dEle e bem perto das necessidades daqueles estão ao nosso redor: cônjuge, família, igreja e mundo. É com essa motivação e propósito que queremos servir ao Jesus que nos ama e que nos convida a amar. Além disso, queremos como Família Pastoral Pioneira aprender a amar a Jesus e a todos aqueles que Ele tem nos confiado. Que Deus, com sua infinita graça e amor, conduza nossa vida e ministério em cada um dos dias desse novo ano!

Denis Moacir Beuter

Pastor e Presidente da OPBB – Seção Pioneira

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