PODE HAVER SUPERSTIÇÃO NA IGREJA?


O mundo ao nosso redor está repleto de crendices e conceitos que influenciam o comportamento das pessoas. Quem já não ouviu expressões tais como: “ Não passe debaixo de uma escada, que dá azar”, ou, “bata três vezes na mesa para afastar coisa ruim”. Também tem a do “gato preto” e da “sexta-feira 13”. Expressões como estas são classificadas como superstições! O dicionário Michaelis define o termo como “Sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos. Crença errônea; Temor absurdo de coisas imaginárias. Opinião religiosa baseada em preconceitos ou crendices”. Isto é compreensível e certamente não há problema em entender que as práticas citadas acima se enquadram nesta definição, e para os crentes em Jesus, não são aceitáveis. Porém, mesmo em meio à Igreja há práticas e conceitos que se assemelham à superstição, e em geral são defendidas como sendo verdadeiras. Tais conceitos não apenas atrapalham a vida da pessoa que as pratica, mas também pode influenciar comunidades inteiras. A seguir a análise de algumas. 1. “Preciso deixar o pecado para então poder entrar na presença de Deus”. Por trás desta afirmação há o reconhecimento do estado pecaminoso, mas ao mesmo tempo uma desculpa para não levar uma vida santificada. O resultado é uma vida espiritual fraca, uma vez que procura vencer o pecado pelas próprias forças e não pelo sacrifício de Jesus (Hb. 4.16). O pecado que impedia entrar na presença de Deus, foi pago em Cristo Jesus, e ele purifica o pecador, habilitando-o de relacionar-se com Deus (Tt. 2.14). 2. “Vou fazer um sacrifício, oferta, para Deus me atender”. Semelhante ao anterior, o conceito da meritocracia está presente. Pensa-se que pelo muito agir, tendo muitos cargos na Igreja, entregar grandes somas de dinheiro, Deus irá atender às suas orações e nada de mal poderá acontecer. Cristo já foi oferecido em lugar de todo aquele que crê. Textos como I Pd. 1.19 e Hb. 10.12 evidenciam que não são mais necessários novos sacrifícios ou ofertas para se achegar a Deus. É necessário alertar a respeito daqueles que pregam tal conceito em benefício próprio, escravizando pessoas (Jd. 1.11, Cl 2.8). 3. “Não preciso de ninguém – eu me basto diante de Deus!” ou, “Sou crente, tenho minha fé, não preciso da Igreja, nem congregar!” Um conceito fortemente influenciado pela pós-modernidade. Tem por base o individualismo, e a ideia de não haver necessidade de prestar contas a alguém. Esta conduta permite que a prática cristã não seja levada tão profundamente, conforme os padrões bíblicos, uma vez que não há quem dê as orientações, diretrizes e faça o acompanhamento. São identificados como os desigrejados. O próprio conceito de Igreja traz consigo a ideia de comunidade, o estar junto, do pertencimento (Gl. 6.2). A advertência de Hebreus 10.25 é no sentido de participar ativamente do convívio da Igreja, para o fortalecimento da fé, em especial no tempo que antecede a vinda de Jesus. 4. “Está escrito na Bíblia, mas será . . . ?” Os tempos mudaram. Os costumes são outros. O que era pecado lá no passado, hoje certamente não o é mais. Com estas afirmações, a veracidade e a atualidade da Bíblia são colocados em xeque e por isso também desconsiderados. Outros há que selecionam apenas os textos que lhes são favoráveis. O resultado é uma vida sem compromisso e profundidade no relacionamento com o Senhor Jesus! Pedro, o apostolo afirma que não tem outro lugar a ir, a não ser estar na presença de Jesus que tem as palavras de vida eterna. Jesus diz que tudo passará, menos a Sua palavra. 5. “É tão pecador, que não há Cristo que resolva.” A argumentação deixa transparecer que certas pessoas não poderão alcançar a salvação, por que são demasiadamente pecadoras. Não há oração que resolva! Os propósitos de Deus com o pecador são negligenciados (I Tm. 2.4). Textos como João 11:26; Atos 13:39; Romanos 1:16, tem a ênfase na palavra “todos”. É recorrente o argumento que a possibilidade de salvação é para cada um que crê! É fundamental que haja o arrependimento. Ninguém pode ser salvo antes que haja a conscientização do estado de perdição em relação a Deus e à eternidade. Para tanto, vale o esforço de alcançá-los. Outras crenças semelhantes poderiam aqui ser abordadas. Numa outra oportunidade! Porém, para concluir, as palavras do apóstolo Paulo em Colossenses 2.8: “Tende cuidado para que ninguém vos tome por presa, por meio de filosofias e sutilezas vazias, segundo a tradição dos homens, conforme os espíritos elementares do mundo, e não de acordo com Cristo.” O conhecimento de Cristo e de Sua Palavra darão discernimento e sabedoria para um andar digno do evangelho!


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